Paralelamente ao Realismo/Parnasianismo, desenvolveu-se no Brasil um outro estilo literário, o Simbolismo.
A princípio chamado de Decadentismo, o Simbolismo procurava evidenciar a profunda insatisfação popular ocasionada pela agitação política e social do final do Século XIX. O Simbolismo denunciava a decadência dos valores desse período.
Os escritos simbolistas eram absolutamente contrários às idéias positivas e cientificistas dos realistas, O Simbolismo é anti-realista. Os simbolistas desejavam criar uma arte distanciada, que apenas sugerisse, e expressasse as idéias através do caráter simbólico das palavras.
Desse modo, o Simbolismo tem como principais características o espiritualismo, o misticismo, o subjetivismo, a expressão imprecisa e vaga da realidade, a associação de idéias (proximidade das idéias por pura sugestão). Nesse sentido, as obras simbolistas tendem a enfatizar o sonho e a fantasia, a sugestão, o mistério, a ilogicidade.
A poesia simbolista aproxima-se muito da música.
Os escritores mais representativos do Simbolismo brasileiro são: Cruz e Souza e Alphonsus de Guimaraens.
